CENTENÁRIO DO NASCIMENTO DO TIO JOÃO BÚZIO

sábado, 9 de janeiro de 2016

Avô Xico - os irmãos (IV)

Vamos, então, saber um pouco mais sobre os filhos sobreviventes dos nossos bisas:


O primeiro rebento do casal foi uma menina a quem deram o nome de Maria Baptista,  nascida em 10 de dezembro de 1882 e  baptizada 12 dias depois pelo padre António Joaquim da Trindade, tendo como padrinhos o proprietário Januário António Morgado e  sua filha Mariana Lúcia Morgado, ainda solteira.
Maria Baptista casou em 18 de fevereiro de 1903 com  José dos Santos, seis anos mais velho que ela, nascido em Olhão a 16 de dezembro de 1876, e que morava na Rua das Lavandeiras. Era filho de  Maria das Dores da Luz, uma rapariga de Silves. Foram padrinhos João Gomes Mercante e José Coelho, casados, marítimos, que pagaram 2500 Réis de emolumentos à Igreja.


Assinaturas do noivo e de um dos padrinhos



Na Rua de São Bartholomeu (hoje Rua Almirante Reis), nasceu o primeiro filho, José (conhecido em adulto por Zé Marreco), a 26 de maio de 1904. Faleceu em Lisboa a 14 de janeiro de 1962. 

Já numa nova casa no Mundo Novo, nasceu a Elvira no dia 4 de outubro de 1906. Casou no dia 23 de dezembro de 1937, em Lisboa.


A Prima Elvira
Ainda na Rua do Mundo Novo, nasceu António, a 2 de março de 1909. Casou na paróquia de Belém, Lisboa, em Janeiro de 1938, com Maria dos Santos Ferreira. Faleceu a 28 de fevereiro de 1966.
Maria Baptista e José Santos (conhecido na família como Tio Zé Nunes) fixaram-se em Lisboa onde nasceram mais três filhos: o Manuel dos Santos, o Celestino e a Lucinda.

Maria Baptista faleceu a 12 de junho de 1964 e José dos Santos a 1 de dezembro de 1960, na freguesia de Santa Maria de Belém, Lisboa.

Tia Baptista e Tio Zé Nunes
continua...

 

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Avô Xico - os irmãos (III)

Estamos num novo ano e é tempo de actualizar algumas das considerações feitas nos dois postes anteriores (ver aqui) com as informações que reuni nestas pesquisas sobre a nossa família.

A convicção que tinha de que a família anterior ao nosso avô era oriunda de Lisboa não era correcta. Todos os antepassados do Avô Xico, pelo menos a partir do século XVIII e exceptuando o trisa José Celestino Barbosa que nasceu em Gibraltar,  eram da Praia de Olhão, do Lugar de Olhão e da Vila de Olhão. Lisboa foi destino e não origem.

Então comecemos pelos nossos bisavós:


No dia 25 de dezembro de 1881, Francisco Viegas Contreiras, segundo filho de Manuel Viegas Balthazar Contreiras e de Joanna da Cruz, casou com Joanna Baptista, filha mais nova de José Celestino Barbosa e de Iria de São João. A cerimónia religiosa foi celebrada pelo Padre António Joaquim da Trindade na Igreja da Nossa Senhora do Rosário e foram padrinhos dos noivos João José Barbosa, irmão da noiva, e Januário António Morgado, casado e proprietário.
Ele tinha 25 anos e ela 22.Foram morar para o Bairro dos Arménios, na Banda do Levante, e aí constituíram numerosa família, 7 rapazes e 3 raparigas.
Destes dez filhos gerados, quatro faleceram na primeira infância:

Francisco  - nasceu em 17 de fevereiro de 1887, faleceu em 25 de fevereiro de 1887
Francisco - nasceu em 8 de fevereiro de 1891, faleceu em 9 de junho de 1893
Feliciano  - nasceu em 8 de julho de 1894, faleceu em 13 de julho de 1894
Francisco - nasceu em 29 de dezembro de 1896, faleceu em 1897

 Com algumas fotografias da década de 20-30 do século passado foi recriada a árvore visual:



(continua)
 

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

BOAS FESTAS

A Prima deseja a todos os Primos e Primas um  

Feliz Natal
e um  
Ano Novo 

carregado de Saúde, Alegria e Tranquilidade.




 

sábado, 12 de dezembro de 2015

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Os Ramos da Árvore (2)


Aqui estão representados os núcleos familiares do Tio António e da Tia Necas:

Tio António


 Tia Necas



quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Parabéns Avó Cebola


116º Aniversário da nossa Avó BEBIANA DA CONCEIÇÃO

Aqui fica a transcrição dos seus documentos de nascimento:

No primeiro dia do mês de Dezembro de 1899 foi apresentada a matrícula por Maria da Conceição, mulher de João Chiquito, uma creança do sexo feminino admittida como exposta, e que foi encontrada às trez horas da manhã de hoje do mez de Dezembro de 1899, por Thereza de Jesus, solteira à porta da sua residência na Travessa da Majuca, acompanhada dos seguintes objectos: roupa velha.

Este é o registo de baptismo, feito no mesmo dia pelo padre Marianno da Silva Correia. Foi padrinho o sacristão Pedro António Pereira.
Depois do baptismo, a nossa Avó foi entregue à ama definitiva, Maria da Conceição Cebola, solteira, filha de João Maria, moradora na Rua das Lavadeiras.

 


segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Tio João Búzio


 Pelas 4 horas da manhã do dia 30 de Novembro de 1923 nasceu o Tio João. Dez dias depois foi registado com o nome de João José (em homenagem ao tio João José Barbosa, irmão da avó Iria de São João). Como o nascimento ocorrera no dia de Santo André, e para não tirar a virtude ao menino, acrescentaram o André mas não lhe escreveram o nome da família: Viegas. 
 
O Tio João foi sempre um homem alegre e generoso. O facto de ter ido para o mar com seis anos e, por consequência, não ter podido frequentar a escola, não lhe tirou a perspectiva positiva da vida nem a sede de conhecimento. Bom dançarino e com uma voz bem timbrada era dado a bailes e convívio da fadistagem nos seus tempos de juventude. 
 
Nos anos quarenta rumou a Matosinhos e por lá ficou por mais de trinta anos. O mar era a sua vida e a família a sua paixão. 


O Tio João casou no dia 6 de Janeiro de 1947 com a Tia Lucília. Dessa união nasceram a Prima Plácinha, a 4 de Outubro de 1947, o Primo João Alberto, nascido a 5 de Janeiro de 1949 e falecido em 21 de Agosto do mesmo ano, e a Prima Esperancinha, a 21 de Novembro de 1956.


O Tio João faleceu no dia 11 de Dezembro de 1985.


segunda-feira, 2 de novembro de 2015

O Dia de Finados

Um pouco de História sobre este Dia:

No dia 2 de novembro comemora-se o Dia dos Fiéis Defuntos ou Dia de Finados.
Desde o século II, alguns cristãos rezavam pelos falecidos, visitando os túmulos dos mártires para orar pelos que morreram.
No século V, a Igreja dedicava um dia do ano para rezar por todos os mortos, pelos quais ninguém rezava e dos quais ninguém lembrava. Também o abade de Cluny, Santo Odilon, em 998 pedia aos monges que orassem pelos mortos.
Desde o século XI os Papas Silvestre II (1009), João XVII (1009) e Leão IX (1015) obrigam a comunidade a dedicar um dia aos mortos.
No século XIII esse dia anual passa a ser comemorado em 2 de novembro, porque 1 de novembro é a Festa de Todos os Santos.

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

A Filha Mais Velha





 Maria Manuela Viegas, conhecida por todos como Necas, nasceu no dia 27 de outubro de 1932, trazendo mais uma esperança à Avó Cebola, que até aí só tivera rapazes e a única menina, a Otelinda da Conceição, morrera ainda bebé.


No mesmo dia em que  a Tia Necas completava 26 anos, e eu ainda nem dois anos tinha, abalei com a minha mãe e a minha irmã para Matosinhos, onde o meu pai trabalhava e nos aguardava com ansiedade. Por isso foi com infinita surpresa e reforçada curiosidade que a conheci 13 anos depois. Foi na primavera de 1965. Alegre e espirituosa, afectiva e brincalhona, já não tinha a silhueta fina e o ar cinematográfico que eu reconhecia nas fotografias de família, religiosamente guardadas em álbuns confecionados nas longas noites do inverno nortenho.
Foi sempre assim, a Tia Necas: faladora, sociável, risonha, mas também determinada e aguerrida. No entanto, a característica talvez  mais forte dela era o despojamento: “tirava a camisa” para dar a quem estivesse em aflição, mesmo que as consequências não lhe fossem favoráveis.

Casou em 23 de Fevereiro de 1957 com o Tio Manuel Viegas Bonança, já recordado nestas páginas, e acompanhou-o aquando da sua ida para Angola, primeiro e Cabo Verde, depois.
Desse casamento nasceu o Primo Manelinho e a Prima Beta.


A Tia Necas faleceu em Olhão no dia 25 de Janeiro de 2007.

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Os Ramos da Árvore

Agora que já sabemos quem são os avós dos nossos avós, vamos continuar a espreitar os diversos ramos da nossa árvore. 
Do Tio Celestino já vimos os filhos e os netos. Segue-se o ramo do Tio Xico e da Tia Lucinda que, com filhos netos e bisnetos, é o núcleo familiar mais numeroso.

clicar em cima da imagem para aumentar
 

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Até à 5ª Geração

Folhear os livros antigos de registos de nascimentos, casamentos ou óbitos não é seguramente um exercício de pesquisa de meras datas e filiação. É muito mais do que isso. Em cada linha desses assentos há histórias que se adivinham ou são explicitamente contadas por quem as escreveu. Enquadrados numa comunidade relativamente pequena, descobre-se a relação existente entre os seus habitantes seja pela repetição, por exemplo, de padrinhos ou testemunhas para as celebrações de baptismo ou casamento, seja pela importância social dos mesmos. Até nos registos da morte se sabe da condição do defunto através dum simples "foi acompanhado pela comunidade".
A nossa família não escapa a estas constatações. O nosso trisavô Manuel Viegas Balthazar Contreiras provinha de uma família abastada, onde as senhoras tinham Dona no nome e os homens uns eram  armadores, outros negociantes, outros funcionários da Câmara Municipal, outros escrivães de Direito. Teria sido a diferença social  que levou a nossa trisavó Joanna da Cruz a omitir o nome dos seus pais no registo de casamento? 
Os nossos bisavós Francisco Viegas Contreiras e Joanna Baptista tiveram 10 filhos, três raparigas e sete rapazes, sendo que três deles morreram nos oito dias subsequentes ao parto. Seis chegaram à idade adulta. José Feliciano Alves, escrivão de Direito do Tribunal da Comarca de Olhão foi padrinho, conjuntamente com a filha e depois com a mulher, de quatro dos nossos tios. Ora a mãe da nossa bisa era, à data da morte, "governanta de casa". Pensemos, então, que poderia trabalhar em casa do Doutor e teria convidado o mesmo para apadrinhar os netos... Seria? 
Sabemos que um determinado primo "deu a alma a Deus" de "forma súbita" quando o seu barco entrava na barra da Fuzeta. Era novo e deixou dois filhos menores. Outro primo morreu afogado, juntamente com outros três num naufrágio à entrada da barra de Olhão. 
E muitas mais histórias existem, até à 5ª geração, ou mais. 

No quadro abaixo estão os nomes (e algumas datas) dos nossos antepassados até essa 5ª geração, num intervalo de anos que vai de 1898 (data do nascimento do Avô Xico) a 1728 (sem precisão). São 170 anos de Salvado, Sousa, Charrão, Barbosa, Contreiras e Viegas.


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terça-feira, 1 de setembro de 2015

PARABÉNS, AVÔ XICO

Às 22 horas do dia 1 de Setembro de 1898, numa casa na Rua de São Bartholomeo, Francisco Viegas fez a sua entrada neste mundo. Nono filho de Francisco Viegas Contreiras e Joanna Baptista, foi batizado 4 meses depois, tendo como padrinhos José Pereira Ramos, anzoleiro e D. Ermelinda Belmira Alves, solteira.



E como ia o Mundo nesse ano?
Entre muitos e variados acontecimentos no estrangeiro, é fundada a fábrica francesa de veículos Renault por Louis Renault e criada a marca de refrigerantes Pepsi-cola.
Por cá, o país atravessa dificuldades económicas, agravadas pelos desentendimentos políticos e eleições tumultuosas.
Amélia Rey Colaço e Vasco Santana, dois nomes de referência no teatro português, nascem neste ano.

domingo, 30 de agosto de 2015

O Membro Mais Novo

Na imagem do texto "Os Meninos do Menino" faltou o elemento mais novo, o mais recente neto do Tio Celestino. 
Pois aqui está ele, o membro mais novo da nossa Família: o RAFAEL, filho do Primo Francisco e da Prima Dulce:



quinta-feira, 20 de agosto de 2015

O Tio António

Hoje vamos recordar o Ti Tóine.

Nascido em 30 de abril de 1935, António Francisco Viegas, foi o segundo com o mesmo nome e o oitavo filho da numerosa prole dos nossos Avós.
Este nosso Tio tinha algumas particularidades, a começar logo pelo seu registo de batismo: partilhou o mesmo ano de nascimento com o Tio Márim (4 anos mais novo), merecendo do então pároco de Olhão, Reverendo Padre Delgado a observação -"Olha que para gémeo de um ano e picos, estás muito desenvolvido!". Curiosamente, era com o irmão João que tinha evidentes semelhanças físicas. De facto, eram tão parecidos que, na estação de combóio aquando da partida de umas férias distantes, a Prima Palmirinha, ao colo da mãe, chorou baba e ranho pelo tio João confundindo-o com o pai.
Em moço, o Avô Xico chamava-o de Diogo Alves (como aliás, todos os filhos tinham interessantes alcunhas, como já referi anteriormente). Não era a sinistralidade deste personagem (temível bandido de Lisboa do século XIX) que estava na origem da alcunha, mas a cabeça. Explica-se em meia dúzia de palavras: Diogo Alves foi, como disse, uma terrível personagem de Lisboa Antiga que fintou as investigações da polícia da época até ser apanhado. Dadas as características únicas da sua tenebrosa actividade, quando morreu a sua cabeça foi estudada e exposta ao público (coisas de outros tempos!). Ora o Tio António sempre teve uma cabeça vistosa e a perspicácia do Avó Xico fez o resto da associação de ideias!
 Nos tempos de Matosinhos, o Ti Tóine, que não sabia ler, era frequentador assiduo da sala do Cinema Constantino Néry. Gostava de cinema e nada lhe escapava nos enredos e na acção, reproduzindo, posteriormente, a trama integral do filme visto.
Era alegre, genuinamente alegre! Com muita saudade lembro alguns natais que passamos com ele, entre canções humorísticas (especialmente esta)e anedotas, as gargalhadas iluminavam sempre essas noites de reunião familiar.
 

Um dia, em Matosinhos, entrou em casa (morávamos todos juntos) e anunciou à minha Mãe, com voz solene: vou-me casar! Passados uns dias conhecemos a Tia Otília, moça muito vistosa, de olhos grandes,  cabelo farto e riso cativante, nascida prós lados da Figueira da Foz. Casaram em 1962, na aldeia de Vila Verde, numa cerimónia cheia de tradições locais entre gentes afáveis e hospitaleiras. 
Dessa união nasceram as Primas Bebiana, Anabela, Palmira e Helga.


Do Tio António ainda guardo a boneca que me ofereceu quando fiz 4 anos.
Partiu no dia 21 de janeiro de 1997.

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Os Meninos do Menino


No próximo sábado, dia 15 de Agosto, o Tio Celestino completará 73 anos de vida.
Por ter sido o último filho do Avô Xico e da Avó Cebola, o pequeno Celestino foi tratado durante muito tempo por O MENINO. Quantas vezes ouvi a minha Mãe referir-se-lhe assim!
Do seu casamento com a Tia Manuela nasceram quatro filhos, o Celestino, a Teresa, o Fasquinho e a Manelita, os quais deram continuidade à diáspora característica da nossa família, e levam com dignidade e empenho a sua vida fora do país.
O núcleo familiar do Tio Celestino cresceu tanto como sete netos.Assim, aqui estão eles: os Meninos do MENINO!