CENTENÁRIO DO NASCIMENTO DO TIO JOÃO BÚZIO
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quinta-feira, 7 de agosto de 2025

A Prima Salomé Viegas

 Fazer a genealogia da família exige grandes doses de paciência e espírito de luta. Descobrir datas, unir parentescos, conciliar informação corrente, procurar nos registos leva tempo. Umas vezes procuramos sem cessar e não encontramos nada mas outras vezes, sem contar, descobrimos informações que nos trazem imensas alegrias.

Tal como diz o provérbio antigo "Quem porfia, mata caça", vou dar-vos conta da mais recente descoberta familiar: a Prima Salomé a as suas manas.

A Mãe do Avô Xico era a Joanna Baptista, nascida a 5 de junho de 1859, filha de Iria de São João (1817-1896) e de José Celestino Barbosa (1813-1873). Este casal teve cerca de onze filhos, dos quais grande parte chegou à idade adulta.

A Caetana Maria era um desses filhos e, portanto, irmã da Joanna Baptista e tia do nosso Avô.

Nasceu a 30 de junho de 1854. Casou com Affonso José em 1875 e tiveram também  uma grande prole, entre a qual figura a Maria Caetana, que embora tivesse nascido em Olhão, cedo foi para Lisboa onde casou e faleceu.

A Caetana é a avó da Prima Salomé Viegas. As nossas bisavós eram irmãs.

 

A Prima Salomé Viegas


 

 

Maria Caetana, Avó da Prima Salomé


Joanna Baptista, Tia de Maria Caetana

domingo, 25 de julho de 2021

terça-feira, 4 de julho de 2017

Até sempre, Primo Miguel!



Que palavras diremos para uma situação sem explicação ou sentido?
Quando todas as palavras nossas nos falham recorremos aos Poetas que extraem das palavras o sentido, tal como tu recorreste às Pedras para, da sua frieza, retirar a Emoção e o Amor.
Não sei se alguma vez alguém te chamou o Senhor das Pedras, não das pedras frias sem explicação ou sentido, mas para nós eras o Artista das Pedras dos Poetas, feitas palavras de Amor e Saudade.


Tenho tanto sentimento
Que é frequente persuadir-me
De que sou sentimental,
Mas reconheço, ao medir-me,
Que tudo isso é pensamento,
Que não senti afinal.

Temos, todos que vivemos,
Uma vida que é vivida
E outra vida que é pensada,
E a única vida que temos
É essa que é dividida
Entre a verdadeira e a errada.

Qual porém é a verdadeira
E qual errada, ninguém
Nos saberá explicar;
E vivemos de maneira
Que a vida que a gente tem
É a que tem que pensar.  

Fernando Pessoa


sábado, 15 de outubro de 2016

Ser Pequenino

Já em tempos recuados, a nossa Família sempre se firmou em núcleos numerosos. Desde as épocas dos nossos Trisas, muitos tios e tias, e muitos primos e primas povoaram o nosso universo familiar, enchendo-se em décadas sucessivas de crianças acarinhadas que construiram um futuro que é agora o nosso importante património humano.

Presentemente, também os nossos núcleos familiares se reforçam com  gerações mais novas, tributadas com grandes capacidades e oportunidades que não desmerecem de ninguém.
Resulta, então, que este post é uma homenagem a todos estes Primos e Primas mais novos, que durante o ano de 2016 fizeram a celebração do seu aniversário.

Avó Cebola e Prima Bibiana (filha da Tia Maria Lucinda)


Para eles, o poema de Linhares Barbosa, que pode ser ouvido na barra lateral direita:


É TÃO BOM SER PEQUENINO

É tão bom ser pequenino,
ter pai, ter mãe, ter avós
ter Esperança no Destino,
e ter quem goste de nós.

Vem cá José Manuel,
dás-me a graciosa ideia
de Jesus na Galileia,
a traquinar no vergel.
És moreninho de pele,
como foi o Deus Menino.
Tens o mesmo olhar divino,
ai que saudades eu tenho
em não ser do teu tamanho,
é tão bom ser pequenino

Os teus dedos delicados,
nessas tuas mãos inquietas
Lembram-me dez borboletas,
a voejar nos silvados
E como tu sem cuidados,
também já corri veloz.
Vem cá, falemos a sós,
dum caso sentimental
Quero dizer-te o que vale,
ter pai, ter mãe, ter avós

Ter avós afirmo-te eu,
perdoa as imagens minhas,
é ter relíquias velhinhas,
e ter mãe é ter o céu.
Ter pai assim como o teu,
que te dá o pão e o ensino,
é ter sempre o sol a pino,
e o luar com rouxinóis,
triunfar como os heróis,
ter esperança no destino

Tu sabes o que é Esperança,
o Sonho, a Ilusão, a Fé.
Sabes lá o que isso é,
minha inocente criança.
Tu és fonte na pujança,
e eu o rio que chegou à foz.
Eu sou antes tu após.
Que saudades, que saudades,
a gente a fazer maldades,
e ter quem goste de nós. 

domingo, 30 de agosto de 2015

O Membro Mais Novo

Na imagem do texto "Os Meninos do Menino" faltou o elemento mais novo, o mais recente neto do Tio Celestino. 
Pois aqui está ele, o membro mais novo da nossa Família: o RAFAEL, filho do Primo Francisco e da Prima Dulce:



domingo, 3 de novembro de 2013

Homenagens

Quase um ano esteve este canto dos primos sem registo de atividade. Muito rio correu para o mar, e assim também muitas coisas aconteceram. A vida quase nunca é como a desenhamos e os desenhos que nela vamos fazendo alteram-se muitas vezes sem darmos por isso. E assim se passou um ano, de trabalho e trabalhos, de alegrias e tristezas.
Este nosso canto pretende honrar recordações, momentos felizes dos que já partiram e unir os que ainda andam por cá com os laços das boas lembranças. Da primeira geração a que os nossos avós deram origem já quase todos partiram e aos dois tios que estão entre nós só podemos desejar longa vida, com saúde e alegrias.
Da segunda geração, a dos primos, vimos partir a Bibiana e a Ester.
No passado mês de outubro, assistimos consternados à prematura partida do nosso querido primo Miguel, filho do primo Miguelito.
No início do mês de novembro costumamos honrar os nossos mortos, aqueles que se libertaram da lei impreterível da morte. Deixo aqui a minha humilde e sincera homenagem a estes três Primos, cada um com a sua história de vida, cada um com o seu lugar insubstituível no seu núcleo familiar mais próximo, mas todos eles com um lugar especial nos nossos corações. 
Até um dia, meus queridos!

A Prima Ester




 A Prima Bibiana


 



 O Primo Miguel